terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Eu me basto!

Eu,
Canceriana de nascimento e marciana por adoção,
Portadora dos defeitos mais imperdoáveis,
E dona de virtudes quiçá questionáveis.

Eu,
Cidadã da terra e do mundo,
filha do questionamento, irmã da curiosidade,
tendo por prima a insegurança.

Eu,
Dona de olhos que enxergam mais do que deveriam
e de um coração que sente bem mais do que gostaria.

Eu,
Andarilha errante, Passageira clandestina,
Mulher menina.

Eu,
Que errei muito mais que acertei
Que muitas vezes meti os pés pelas mãos,
Que disse o que jamais deveria ser dito,
e calei a palavra necessária.

Eu,
Feliz proprietária de um barraco de sonhos
com pretensões de transformar-se um dia em castelo,
Vizinha da euforia, Inquilina da tristeza.

Eu,
Que nada mais quis além de um pequeno pedaço de vida
Onde pudesse cultivar algumas porções de felicidade, e que,
Despreparada,
semeei a terra infértil.

Eu,
Que sem ser Amélia nunca tive vaidade,
Que sem ser Tereza Batista, cansei-me de guerra.

Eu,
Sobrevivente do meu próprio holocausto,
Heróina desbravadora de minhas próprias estepes.

Eu,
Que escrevo com esperança de chegar a ser.
O quê, ou quem, nem eu mesma sei.

Eu,
Imbuída de um sentimento renovador,
Tomada pelo espírito de liberdade,

Declaro tempos de mudanças:
Instituo novos termos de responsabilidade.
Crio uma nova regra:
NÃO HAVERÃO REGRAS!
Firmo meu termo de compromisso.
Com testemunhas.
De fato e de direito.
Assinado,

Hayana Lima (aquela... a que sobreviveu a si mesma)

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